Temos que admitir, amigos! O tricolor jogou bem ontem. Ainda mais se compararmos com as últimas apresentações. Faltou somente botar a bola dentro do gol. E tá certo que, no final do jogo, bateu um desespero no Monterey, e levamos um sufoco. Mas melhoramos muito, muito!
O time correu. Meio de campo estava bem, apesar de alguns poucos erros de passe. Até o DaGOLberto mandou bem. Correu, passou a bola, lutou. O Washington ocupou bem os espaços na área e até quase ganhou na corrida de uns zagueiros. O Cicinho se redimiu do come que levou no último minuto do jogo passado: meteu a boca, pedindo para jogar e mostrou para que veio.
O Gomes também foi bem nas substituições, esquema, etc... Está perdendo a fama de comportado e deve estar berrando no ouvido do time, para eles estarem mais aguerridos.
Só o Ceni não precisou mostrar muita coisa, pois o meio, mordendo, não dava muito espaço. Aí, o pessoal tinha que tentar chutes de muito, mas muito longe. O Ceni foi o melhor batedor de tiro de meta do jogo.
Confesso que estou realmente pensando que se continuar assim, o time vai.
Segue a escalação: Rogério Ceni; Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Hernanes (Xandão) e Jorge Wagner; Dagoberto (Fernandinho) e Washington; técnico Ricardo Gomes .
É isso aí, tricolor, vamos pra cima!!!!
Andrey, Piuí, Decão, Arley, Ferdi ou seja lá quem eu for.
Obs.: texto escrito dia primeiro de abril de 2010.
Rodrigo Souto faz o terceiro gol do São Paulo contra o Curintia mas não foi o bastante. (Foto: Vipcomm)
É... há tempos que não venho aqui escrever e explicarei porque resolvi vir justo agora.
O SPFC vem, ao longo desse ano, apresentando um futebol ridículo. As desculpas são muitas: chegada de muitos jogadores, contusões, má forma física de alguns. Mas uma coisa está mais que clara, o time não tem vontade de ganhar, não tem a ‘faca entre os dentes’, não é cascudo. Encara todo e qualquer jogo com um marasmo de dar raiva em monge budista. A razão por eu não ter vindo aqui escrever desde a derrota para o Once Caldas é porque nada mudou (a não ser os resultados).
Me dirão os mais otimistas “ahhh, que chatão, teve 7 jogos de invencibilidade” e te responderei ‘7 jogos de merda, mas com resultado positivo’, a maioria por incompetência do time adversário. Vi todos esses 7 jogos de ‘invencibilidade’ e mais os outros 2 que perdemos (Bragança e Curintia) e te digo que só em um jogo vi o time correr e ter vontade: SPFC x Nacional do Paraguai, coincidentemente o jogo em que o JJ foi cobrar mais empenho. Eu vi bastante foi fulanos reclamar que não ganhavam mais bicho, ahhh, faça-me o favor... Agora, se o presidente do time tiver que ir todo jogo no vestiário cobrar essa cambada de sem-vergonha as coisas estão muito erradas no Morumbi. Não ganhamos um jogo contra times de um pouco mais de categoria, clássico então... tá complicado.
O jogo de ontem só veio ratificar o que vemos desde o começo do ano. Um time apático, sem aproximação, sem doação, sem criatividade e dando espaços no meio campo que não podem acontecer quando se joga com 3, as vezes 4 volantes. O primeiro gol do Curintia ontem foi palhaçada... Jean na lateral? Pra quebrar um galho é bom, mas com Cicinho no banco é inadmissível. Richarlyson de titular (‘ainda bem’ que machucou) com Rodrigo Souto no banco chega a ser ridículo. Tem muita, muita coisa errada no SPFC, e agora vou chegar em quem tem muita culpa no cartório: senhor Ricardo Gomes.
É um sujeito muito culto, inteligente, articulado, educado, fala francês e os cambaus, mas tá muito mole no comando do time. Eu estive, até hoje, muito reticente em fazer esse tipo de julgamento sobre o cara, mas com quase 4 meses já passados desse ano e ainda não temos uma equipe que ponha medo em ninguém, que se imponha seja onde for, uma ‘cara’ pro SPFC. Ano passado já perdemos um campeonato semi-ganho, mas tudo bem, o time fez uma competição de recuperação, sua campanha foi até boa de acordo com as circunstâncias, mas esse ano ta uma negação. Falta pulso, falta cobrança, falta chacoalhar essa boleirada (que, convenhamos, tampouco está colaborando). Tá muito Parreirinha, muito Oswaldinho... isso não cabe mais no CCT da Barra Funda.
O jogo de ontem foi o exemplo de como o São Paulo consegue ser envolvido até pelo time mais desorganizado. Foi só forçar um pouco que empatamos um jogo já perdido, com um pouco mais de capricho até a virada viria (Fernandinho, caralho, perder aquele contra ataque foi embaçado... toca a bola!). Mas não esconde a previsibilidade da equipe, de como alguns jogadores só fazem pose e acertam lances esporádicos a cada 3, 4 partidas (viu senhores Léo Lima e Dagoberto). De como, ainda hoje, dependemos de uma bola parada bem cobrada, fato que pouco ocorre (Hernanes, porra, cobra direito os escanteios!) e de como é impressionante as falhas da zaga no jogo aéreo, seja em escanteio, seja em bola cruzada com a bola rolando.
Enfim, espero que seja a última vez que venha usar esse espaço pra espinafrar o time. Já passou da hora de começar a, pelo menos, se doar mais em cada partida. Se vai ganhar todos? Duvido... mas sei que vendo vontade em campo a torcida não ficará tão reticente quanto ao futuro do time.
Se não ficou claro durante o texto, quero sim q troca de comando do Tricolor, mas tampouco tenho opções no mercado. A diretoria tai pra isso, mas não me venham com Leão, Mario Sérgio, Mancini... achem uma porra de uma solução decente pra esse problema. Não deixarei de ir aos jogos e não deixarei de torcer, mas do jeito que ta não pode ficar.
Pra começar já vou logo avisando: to puto! Puto com a postura do time, puto com a falta de vontade, puto com a desorganização, puto! Um time como o SPFC não pode, na competição que diz priorizar, jogar um futebol tão ridículo e sem gana quanto esse de ontem. Era pra ter ganho, e convencido, mas não foi assim... Merda!
O jogo começou até que bom para o tricolor, com trocas de passe, uma certa velocidade (nada fora do comum) e com a defesa bem postada. O time do Once Caldas não oferecia muito perigo e o SPFC conseguia chegar até que bem ao gol adversário, até o Jean sofrer uma falta no bico da área. Rogério ‘o mito’ Ceni foi pra cobrança, ela desviou na barreira e entrou. 1x0 pra gente. Tava melhor que o esperado, dali pra frente era só manter o futebol que a vitória viria. Esse plano até deu certo no primeiro tempo, com o SPFC conseguindo fazer o que não tinha feito nas outras partidas: tocar a bola. Apesar da moleza do Marcelinho, do Cicinho estar mortinho ainda e de passes errados (bem menos) do glorioso Richarlyson, o tricolor conseguiu se segurar e sair do primeiro tempo com a vitória com Rogério arrepiando no gol. Primeiro tempo até animador, diga-se.
Mas aí vem aquela velha coisa, o time para, acha que jpa ganhou o jogo, que vai fazer outro a qualquer minuto e se desliga. Lateral na defesa do SPFC, J.Wagner (que vem jogando bem, destoando do resto) joga mal pro Marcelinho, que devolve pior, de peito (?!) e a bola sobra pro lateral colombiano. Esse joga pra dentro da área, o atacante cucaracho sobe mais que o Xandão (bom, mas falhou) e bota outro 1 no placar. Tudo que não precisávamos. O SP se perdeu, os colômbia cresceram, deram uma pressão, botaram bola no travessão e os cambaus. Rogério pegava tudo. E a Avenida Cicinho tava desobstruída, sendo um corredor ótimo a quem quisesse chegar na área tricolor.
Até quem vem o lance, pra mim, capital do jogo. Após boa troca de passes no ataque (coisa rara), Jean acha Washington dentro da área, sozinho. Era só fazer o gol, o que ele fez? Chutou em cima do goleiro. EM CIMA DO GOLEIRO! Faz a porra do gol, meu! Acaba com o jogo! Sei que a bola não chega, que é difícil ficar isolado e blábláblá... mas uma chance dessa não se perde.
Uns minutos depois, bola no ataque tricolor, lado esquerdo. J.Wagner segura a bola esperando alguém se apresentar, perde a bola pra um dos defensores, que rapidamente toca pro atacante deles, o tal de Moreno. Esse rapaz me pega a bola no meio do campo e carrega, carrega, carrega, dribla Jean, e carrega, carrega, chega na área, dá uma caneta no Miranda, passa no meio dos dois jogadores do SP, entra na área e fuzila o Rogério. Golaço! Mas um golaço com a conivência do time do SPFC. Ninguém chega no cara, ninguém derruba o atacante, ninguém fez PORRA NENHUMA! Um time com 4 volantes e todos tinham uma liberdade absurda pra jogar. Uma vergonha. E quando o Miranda e o Jean são os que falham no Sâo Paulo é porque a coisa tá bem feia, viu.
Daí pra frente foi show de horror. Marcelinho não acertava um passe, Cicinho inexistia na direita, tanto ofensiva quanto defensivamente. O meio-campo era uma piada e o ataque sofrível. Pra ajudar o grande M.Cruz tira o Marcelinho e coloca o R.Souto, isso pra um time que precisava virar o jogo. Naquele momento o meio-campo tricolor era: R.Souto, Jean, Richarlyson, Hernanes e C.Santana. 5 volantes no jogo e muito espaço pros once-caldas jogarem. Aliás, Hernanes e C.Santana foram muito mal ontem, como todo o time. Só quem jogou mesmo foi o nosso capitão, talvez por não querer perder por nada esse jogo, talvez por ser o único a ter sofrido com aquela derrota de 2004 (Cicinho também estava, mas ontem não parecia ter sentido), talvez por ser o único com vontade de ganhar.
Pra finalizar, o SPFC precisa ter, antes de tudo, antes de esquema tático, de 4-4-2, 3-5-2, 4-5-0-1, antes de tudo tem que ter vontade. Tem que querer ganhar mais que o outro time, tem que tocar de lado e aparecer pra receber, não ficar parado. Tem que parar de rifar a bola da defesa pro ataque, de querer que o Washington ganhe na corrida do zagueiro, todos sabemos que isso não vai acontecer. Triste é você assistir aos jogos dos da Libertadores e ver que estão todos comendo a grama, se matando pra ganhar o jogo, pode não ganhar por ruindade, por falta de capacidade, falta de sorte, mas não tem preguiça, não tem empáfia, não tem isso que foi o São Paulo no segundo tempo ontem e todo o jogo do Parmera.
Será que esse time só vai jogar quando o Juvenal abrir o bolso de novo? Isso que virou o time tricolor? Um bando de jogador que só joga por dinheiro? Não sei, mas algo tem que ser feito.
Vai Juvenal, faz alguma coisa, porra!
E domingo mete o time reserva e põe esses vagabundos pra treinar!
O que tá errado? No momento vejo tudo errado. E não foi só porque perdeu, mas pelo futebol apresentado em 80% dos jogos desse ano. Uma moleza desgraçada, um time acéfalo, sem contra-ataque nem punch. Parecia que tava todo mundo com salário atrasado ou que eram todos campeões do mundo que ganhariam o jogo quando quisessem. Mas falemos do jogo.
Esse tipo de jogo é aquele que menos gosto, time adversário em crise, com troca de técnico, e ainda por cima clássico. Em situação normal, com um time formado e entrosado a vitória era certa, mas com esse time do tricolor as coisas ficam ainda mais difíceis. O jogo começou modorrento, com o Palmeiras pouca coisa melhor, mas com as defesas se sobressaindo sobre os (ineficientes) ataques. É impressionante a distância que há entre o meio e o ataque são-paulino. Fora a saída de bola, sempre com chutão do nobre diplomata Renato Silva. O primeiro tempo foi horrível, com o Parmerinha chegando mais ao gol tricolor, mas sem muito ímpeto. Claro que tinha que terminar 0x0.
Antes de o segundo tempo começar eu e meu irmão discutíamos a moleza e falta de comprometimento de toda a equipe, uma moleza no meio campo, erros de passe ridículos (isso porque o glorioso Richarlyson não estava jogando) e um ataque fraco, fraquíssimo, mas, idiotas que somos, acreditamos na melhora no segundo tempo que começou logo em seguida.
Tal qual começa a etapa complementar um lance ridículo resolveria o jogo. Não que o São Paulo fosse ganhar, longe disso, mas talvez não perdesse como perdeu, com dois gols de cabeça. O lance do Xandão nem falta foi (a não ser na cabeça do arrombado do juiz), e não adianta dizer que ele empurrou porque só diz isso quem não joga bola. Todos mundo sabe que pra derrubar alguém necessita-se força, e no lance vê-se claramente que o Xandão encostou no lateral dos porcos, os únicos dois cartões do jogo até então pro mesmo jogador. Aliás, como joga no chão esse time verde, hein? Impressionante.
Voltando à peleja, Xandão foi espulso aos 6 do segundo tempo, e aos 8 o que aconteceu? Gol verde, Robert, nas costas do horrendo Renato Silva. O juizinho faltou aplaudir. Daí pra frente foi show de horror do lado tricolor, e não muito melhor do lado do parmera. Depois de um tempo o verde fez outro, com o mesmo Robert, num escanteio, um gol ridículo, de várzea, sem marcação no primeiro pau, com Rogério (o mito) chegando todo estabanado pra defesa. Feio de ver. E assim o jogo foi se arrastando, com algumas chances pro parmera, pouquíssimas pro SP (só de fora da área do ótimo Jean) e mais nada. 2x0 pro Parmera e reabilitamos mais um...
Outro adendo foi o comentarista do PFC. Nem sei quem é, me pareceu um mineiro lá que é 4º reserva de comentarista. Como falou merda, primeiro que o grande Ricky fes muita falta na ‘organização’ das jogadas... só se foi na desorganização das jogadas. Depois falou que o Dagoberto era um grande jogador e titular absoluto nesse time. Meu senhor, faz um favor, vai comentar Tupi e América Mineiro... não vem dar palpite no SPFC.
Agora, deixando esse jogo pra lá, como vem jogando mal o time tricolor. Se fez 2 boas partidas o ano todo foi muito, e já teve tempo pra burro pra armar esse timke do jeito que vai ser o ano todo. Esse lance de fazer 4-4-2 com zagueiro na direita, Cicinho no meio, ta deixando o pessoal meio tonto. Além da má vontade do capeta em jogar futebol. O time do SPFC não tem mais fome, não tem mais gana. Parece não querer ganhar as partidas. Pelo amor de Deus, mudem de postura! Voltem a ser um time guerreiro, mordedor, que encurta espaços, que tem um contra-ataque mortal. Já passou da hora esse ano. Ou vão esperar mais uma eliminação?
Chega, não quero mais falar de futebol hoje. Ontem já me irritei demais...
Sem mais por hoje.
Saudações tricolores!
E FORA RICHARLYSON!
Marko Mello
PS. esqueci de escrever no dia original que publiquei, mas espero que o treinador R.Gomes se reestabeleça prontamente e da melhor maneira possível, o time pode estar jogando mal pra burro, mas com saúde não se brinca. Força R.Gomes!
O SPFC jogou no sábado de carnaval, mas é como se não tivesse jogado. Alguns reservas, jogo morno (quente só pelo horário assassino das 16h) e com alguns poucos destaques. Henrique jogou bem, o C.Santana ta se encontrando e o Hernanes, mesmo apagado, joga muito. Cicinho ta entrando nos eixos, mas Léo Lima, Marlos e Jr. César ainda parecem não terem começado o ano. É o que tenho pra falar sobre o jogo contra o time do Juninho.
Minha ‘coluna’ de hoje na verdade é pra falar sobre um jogador que não tem meio termo, que conseguiu dividir a torcida em um dia de Libertadores e vem cada vez mais me enervando, menos por sua postura fora de campo e mais por seus erros e pavorosas atuações com o manto sagrado tricolor. Já imaginam que falo de Richarlyson.
Ele chegou ao SPFC no final de 2005, num time recheado de estrelas em ascenção e não teve espaço. Houve até um certo desentendimento entre SP e Parmera pela contratação dele. Fez poucos jogos, ainda como lateral esquerdo. Até gol em clássico fez, contra o Parmera, o jogo da comemoração ‘dança da bundinha’. Certa feita entrou num jogo da Libertadores de 2007, SPFC x Audax Italiano no Morumbi, e conseguiu erras todos os lances em que participou, não acertou um cruzamento sequer, e ficou taxado como jogador medíocre (o que realmente é).
Sua ‘redenção’ veio no mesmo ano, quando da negociação de Mineiro e Josué e a fixação dele e de Hernanes entre os titulares, fizeram um baita campeonato brasileiro e foram eleitos os melhores volantes da competição que teve o SPFC como campeão. Daí pra frente, malandro, só patacoada.
Foi convocado pra seleção do Dunga (como lateral, sua pior função em campo), se viu como jogador de seleção e se achou ‘a última bolacha do pacote’. Alternou altos e baixos (mais baixos), mas sempre com respaldo do treinador, da imprensa, e de parte da torcida, que o vê como um jogador esforçado, que se entrega (ô se entrega...). Porra! Isso que me emputece! Me coloca pra jogar no São Paulo Futebol Clube pra ver se não me esforço igual um animal, isso é o mínimo que se espera de um jogador que veste essa camisa. Mas o discurso é sempre o mesmo... Um jogador esforçado, que se aplica em treinos, que tem um grande preparo físico. Mas e a parte técnica? Como fica? Quantos gols o SPFC toma por falhas suas de marcação, bolas perdidas bestamente, viradas de jogo ridículas, mal posicionamento, expulsões ridículas desse jogador?
E não entendo o fascínio que os treinadores têm em nosso glorioso R20. Entra treinador, sai treinador e ele ta lá, com vaga cativa no time, salvo raros períodos de sobriedade em que freqüentou o banco de reservas. E, justiça seja feita, não fez biquinho (ui!) como uns e outros que já se foram.
Às vezes tenho a impressão que a imprensa em geral não fala nada, não o critica, não cobra mais esse jogador devido aos boatos sobre sua preferência extra-campo. Para não parecer que estão pegando no pé do jogador por seus trejeitos e afetações, coisa inconcebível em um ramo de atividade onde o que se tem que julgar, antes de tudo, é seu papel dentro de campo. Sua boa fase, e prêmio de ‘melhor volante do Brasileirão 2007’ é sempre muleta quando o jogador é criticado. Quando ele jogou bem em sua curta fase boa pelo SPFC pouco se dizia e pouco se cobrava sobre sua postura fora de campo. Eu mesmo cansei de defendê-lo, dizendo que quando não estava jogando podia fazer o que quiser ao menos que jogasse bola de verdade, coisa que não vem acontecendo nos últimos anos.
Agora, um jogador como ele, que não desperta a simpatia de parte da torcida, que é motivo de chacota em programas de TV e sites, que já tem polêmica demais nas costas e ainda não tem jogado porra nenhuma precisa, pelo menos, ser mais discreto quando fora de campo, pensar mais na instituição que defende e não ficar por aí dando brecha pra malandro ficar falando. Quer cantar com alguém no videokê, primeiro joga bola. Quer sair todo emperequetado igual um pavão-misterioso, tenta fazer bem o ofício a que é pago todo mês. Tente se aplicar mais ainda do que, segundo dizem, já é aplicado e ajude o time de verdade!
‘Ahh, mas ele salvou o São Paulo esses dias contra o Mirassol...’
Salvou o São Paulo? Contra o Mirassol? Faça-me o favor... Até eu faria gol naquele time horrível, num lance que ele cansa de fazer nos jogos e perder a bola, dando contra-ataque estúpidos ao time adversário. É um caso em 200. Se eu for fazer um levantamento de passes e lançamentos pra gol x cagadas que resultaram em gol contrário aposto que nosso grande Ricky ficará devendo, e muito. E o pior é ‘desabafar’ pós gol, dizendo que a torcida do SPFC já vaiou muito o Kaká, o Luís Fabiano... ta se comparando à antigos ídolos? Há um caminho muito longo pra chegar nesse nível.
Deixa de delongas, minha posição é clara: esse jogador supracitado não tem condições de vestir a camisa do SPFC, e digo isso baseado no que vejo em campo todo jogo (e vejo 90% dos jogos do SPFC no ano, seja in loco, seja via PPV). O que ele faz fora de campo me interessa a partir do momento em que não está jogando nada. Só acho que um pouco de discrição o ajudaria a baixar a bola de seus críticos.
Enquanto esse rapaz continuar com cadeira cativa no time titular minha campanha FORA RICHARLYSON! no twitter/facebook continua.
E hoje tem Morumbi contra o Barueri já pensando no domingo contra o Parmerinha.
E começou o que realmente interessa nesse semestre: a Copa Libertadores da América.
Estive no Morumbi pra acompanhar a estréia do ‘maior do mundo’ na competição continental e não fiquei muito feliz com o que vi.
Pra começar que cheguei meio em cima da hora e não deu tempo de apreciar um delicioso pernil pré-jogo. Chegando no meu lugar (adquiri o Passaporte Tricolor das cadeiras especiais, antiga arquibancada vermelha) uns caras estavam sentados justo no meu lugar, pedi para que se retirassem educadamente (mais ou menos) e prontamente fui atendido. Fica aqui um toque, se você vai a um jogo em um setor com lugares marcados, SENTE NO TEU LUGAR, CAZZO! (os lugares K340, K341 e K342 tem dono pro ano todo!)
Voltando ao jogo, o SPFC começou muito moroso, devagar, até desorganizado. Renato Silva fazia a direita defensiva, Jean centralizava e Hernanes tomava conta da direita ofensiva. E tomava conta de verdade, sempre arisco, driblando e chamando o jogo, bela exibição do nosso 10. Mas o SP ainda pecava nos contra-ataques, com muita moleza, Marcelinho, C. Santana e Richarlyson não se achavam no jogo e Washington estava muito longe da área.
Em uma jogada de Hernanes ele encontra Marcelinho na esquerda, ele mata a bola e espera o overlapping de J.Wagner (que vem jogando muito). Ele passa e cruza na boca do gol, Washington chega junto com o zagueiro, que toca para o gol. 1x0 pra dar tranqüilidade ao time.
Tranqüilidade essa que não veio. O time estava afobado, a bola não parava nos pés dos tricolores. Richarlyson foi um caso à parte. Ele já não tem muita simpatia com a torcida (eu inclusive), no jogo do Santos entregou os dois gols, há anos que não vem jogando nada, ontem me sai um vídeo na net dele cantando Fabio Junior todo afetado, e chega no jogo e não acerta um passe sequer? Fora suas falhas de marcação (já viram como ele só cerca?) e posicionamento errado. Ricardo Gomes, tem que tirar do time! Urgente!Voltemos à partida, o São Paulo cozinhou o primeiro tempo sem muito ameaçar o gol adversário e assim ficamos. 1x0.
Começa o segundo tempo e o time melhora um pouco. Há mais aproximação, mais toque, mas o contra-atque (vários foram dados pelos mexicanos) ainda era muito lento. Marcelinho continuava errando, C.Santana melhorou, e o Hernanes continuava arrepiando na direita. Richarlyson continuava dando das dele e o time pouco a pouco passou a ficar mais com a bola. Rogério bateu uma boa falta, C. Santana perdeu um gol feito dentro da área, mas o resultado ainda era perigoso.
Até que aos 30’ nosso treineiro resolveu fazer o que todo mundo pedia, tirou o ‘cantor’ e colocou Cicinho. Batata, ele nem tinha tocado na bola ainda e Hernanes cobrou escanteio, J.Wagner desviou e nosso 9 apenas empurrou pras redes. 2x0.
Aí ficou fácil, o SP colocou os mexicanos na roda, mas ainda sem profundidade. Deu tempo do Leo Lima entrar e dar uma caneta num adversário e só. Cicinho pouco apareceu, talvez por sua falta de forma e entrosamento com os companheiros, mas foi bom vê-lo em campo.
Ganhou, somou 3 pontos, mas há muito que arrumar, mas parece ter satisfeito boa parte dos mais de 35mil pagantes (capacidade do Pacaembu? Mais que o Pque Antártica?) que se deslocaram nessa agradável noite de quarta-feira à zona sul paulistana.
É isso.
Saudações tricolores!
Marko Mello
Escalação:
Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão e Miranda; Jean (Léo Lima), Hernanes, Richarlyson (Cicinho), Cléber Santana e Jorge Wagner; Marcelinho Paraíba (Marlos) e Washington.
Gols:
Washington/Cervantes (contra), aos 12min do 1º tempo e Washington, aos 30min do 2º tempo.
Sempre os mesmos fazendo os mesmos erros. Ou não fazendo. E depois reclamam com os jornalistas que são perseguidos.
Sabe quando você joga na várzea, os jogadores mais altos sobem pra área para receber um cruzamento (de falta, escanteio) e o cobrador manda direto pra fora, ou manda a bola rasteira. Pô! Não sabe driblar, não dribla, passa. Não sabe lançar, não lança, passa. Não sabe cruzar, deixa pra outro. Mas não. Vai cruzar e deixa uma avenida. Do que adianta dar carrinho e correr como um louco e errar por falta de inteligência??? Levamos o segundo gol a partir de um escanteio nosso.
De resto, sobre o jogo, é incrível como de uma hora para a outra o time pára ou começa jogar. Começou bem hoje, mas durou 5, 10 minutos. Aí, só levamos sufoco. No segundo tempo, melhorou um pouco (ao menos começou a atacar mais), fez um gol. Hernanes e Marcelinho jogando bem (o Hernanes deu uns 3 ótimos chutes). O Marcelinho ciscou bastante e botou a bola na cabeça do Roger.
Daí, eu queria entender a entrada do Leo Lima. O que ele fez? O que ele deveria fazer e para onde ele deveria correr? O Gomes não explicou direito para ele o que fazer, ou ele não entendeu, ou sei lá. Quem puder ajudar, explique!
Melhoras!!!!
Andrey, Piuí, Arley, Decão, Ferdi, ou seja lá quem eu for
Segue a escalação.
Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão e Miranda; Jean, Richarlyson, Hernanes, Marcelinho Paraíba (Léo Lima) e Jorge Wagner; Dagoberto (Roger) e Washington (Cléber Santana)
Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Roger, aos 21min do segundo tempo
Acho que o Richarlysson deveria jogar. Mas no time inimigo.
Tem que arranjar espaço pro Cleber Santana, mas acredito que ele começará no banco. Vamos torcer para o Hernanes jogar como em 2008, para o Paraíba acertar as pauladas de onde estiver, para o Dagoberto sempre que pegar a bola, estar com o nariz apontado para o gol adversário, para o Jorge Wagner acertar aqueles cruzamentos que a bola não bate em ninguém e entra direto, para o Ceni não inventar jogada ensaiada e bater direto suas faltas.
Andrey, Piuí, Arley, Decão, Ferdi, ou seja lá quem eu for
Já vi isso no ano passado: joga meia dúzia de boas partidas, toca a bola, faz gols, ajuda a marcar, não toma cartão por besteira. E aí, depois de meia dúzia de jogos, já era. Volta a ser o velho Dagoberto, que corre para onde está virado, não passa e ainda isola a bola, e por aí vai.
Tem muita gente elogiando e espero que ele tenha aprendido ou, se não aprendeu, que continue assim como está: acertando umas corridas e até tabelando. Aliás, tabelando com o Washington, outro que não recebe muitos elogios, mas que está melhorando: dominou uma bola que dificilmente dominaria (aquele passe/cruzamento tosco do Dagoberto que qualquer treineiro daria um esculacho, pois teria que cruzar com o pé esquerdo).
E o restante do time? Está bem, como todos puderam ver após a vitória sobre o dificílimo São Caetano. Até o presidente disse que o time iria jogar bem!
Que continue vencendo, para eu mudar meu discurso!
Saudações Tricolores!!!!
Andrey, Piuí, Arley, Decão, Ferdi, ou seja lá quem eu for
Foi num jogo com pouca emoção. Exceto quando a bola batia no pé do Washington (ou o Washington batia na bola?), e aí, não tinha como saber como ele iria perder a bola, como ela ia pipocar no pé dele. Numa dessas, após receber a bola sozinho, sem nenhum zagueiro na marcação, não é que ele consegue dar uns 7, 8 toques na bola, deixar dois zagueiros chegarem nele, mas ainda cosegue chuta a bola (mal), que sobra para o Jorge Wagner chutar para o gol já sem goleiro. O ângulo não era dos melhores, mas foi bem.
E pensar que alguns anos atrás eu reclamava do Markokô no ataque. Ele ao menos não ganhava trezentos mil por mês e nem enchia tanto o saco, como faz o nosso emocionante Washington. Imaginem ele - o Washigton - de zagueiro.
Além do gol (o fato em si, não o lance), outro momento a se comemorar desse primeiro tempo foi o rolinho do Miranda (joga muito) que colocou a bola na cabeça do Jorge Wagner, que errou o cabeceio. Ah, O Hernanes também joga muito. Pena que não é sempre.
O segundo tempo também foi meio sem vergonha. Tivemos a sorte de marcar um gol logo no começo, com o incansável e dedicado Hugo, após cruzamento açucarado do Hernanes. Mas aí, comecei a ficar estressado: os caras achavam que fariam o gol na hora que quisessem. Pedala daqui, enrola dali, só perdendo gol. E aquela famosa frase na cabeça: "quem não faz toma". Sorte que o Vitória não estava interessado em muita coisa. E nem tinha time para isso.
Agora, é vencer os próximos três jogos, se o pessoal do STJD e similares permitirem. Dentro de campo a gente não perde. O complicado é segurar o pessoal de gravata.
Sucesso a todos e, em breve, o glorioso Markokô estará de volta de suas férias.
Andrey, Piuí, Arley, Decão, Ferdi, ou seja lá quem eu for
Washington ajoelha sobre o símbolo do Maior do Mundo. E pediu força à torcida. (foto: Gaspar Nóbrega - VipComm)
Tricolores, foi um sufoco. Mas com muito culhão (com o perdão da palavra) o SPFC venceu o Inter-RS e assumiu, ainda que por uma noite, a liderança do Brasileirão. Estive in loco acompanhando a partida. E foi sofrido viu...
Setor Visa, antiga Arquibancada Vermelha. Meu pai, meu irmão, minha irmãzinha, um camarada e eu chegamos cedo (pra evitar tumulto) esperamos o jogo ansiosamente. Na escalação já aparece uma surpresa, Jr. César no banco e González de titular, com a volta de Richarlyson no meio. Achei até tranqüila a mudança, pois o ponto primordial era o Jean continuar no meio, ainda mais com um time habilidoso e rápido como o Inter.
Começa o jogo, e o Tricolor correndo bastante, marcando, brigando, mas muito desorganizado, as vezes até estabanado. E o Inter parecia jogar em casa, pressionando, hora pela esquerda, hora pela direita, com D’Alessandro (joga muito) infernizando e o Alecsandro (o melhor da família) dando um baile no Renato Silva. O São Paulo não conseguia chegar na meta do Lauro (que tava louco pra entregar) e a pressão no nosso gol era grande. Bosco fez duas grandes defesas, numa falta do D’Alessandro e em outro lance que o argentino saiu na cara dele. Mas aí os céus resolveram dar uma força pro R. Gomes. Richarlyson sai contundido (e chorando) e entra Jr. César. Com isso JWagner volta pro meio e fica com a escalação, ao meu ver, perfeita pra agora. O time melhora um pouco, mas mesmo assim foi um primeiro tempo altamente esquecível, não fosse o último lance. Escanteio, Hernanes na cobrança, daquelas cobranças que se xinga o batedor, rasteira, no primeiro pau, mas deu certo. André Dias desviou e Washington, no segundo pau, só empurrou pras redes. 1x0 o placar do primeiro tempo. Saímos em vantagem, e minha irmãzinha comemora seu primeiro gol no nosso estádio.
Aliás, um parágrafo sobre o Washington. Tive raiva dele quando da eliminação na Libertadores. Achei um egoísmo ele ter ido embora durante o jogo (informação depois negada pelo clube) e achei que era a hora de mandá-lo embora. Ele ficou, a fase não melhorou muito, mas foi um cara correto, não reclamou, não fez beicinho, não causou intriga, diferentemente de outro atacante que tá lá. E sempre que entrou, apesar de suas limitações técnicas, correu bastante (lento, mas correu), com raça, louco pra fazer um gol. Segundo ele disse ontem: ‘me cobrem dentro da párea, que é onde sei jogar, no meio do campo não produzo muito...’, e concordo com ele. Ele é o cara do último toque, do arremate. Se a bola não chega nele, não adianta xingar, pedir o beiçinho que ta no banco que não adianta. Ele pediu apoio da torcida, e eu to dando meu apoio. Força Washington, vamos ser campeões, cazzo!
Voltando ao jogo, o Inter voltou ainda mais incisivo em suas idas ao ataque e o SPFC não conseguia aproveitar as chances de contra-ataque. Dagoberto muito mal (apesar do quase-gol de gênio), Washington muito longe da área, Hernanes jogando sozinho ás vezes... Tava difícil. E o Inter tentava de todo jeito entrar na zaga tricolor, nenhuma exitosa. As que mais chegaram perto foi numa vacilada do Miranda, em que quase entra com bola e tudo no gol-contra (no estádio foi assustador) e depois nosso grande goleiro reserva Bosco fez duas defesas sensacionais, salvando o SPFC de tomar o empate (que seria trágico nas pretensões do time). Ainda teve tempo pro Washington perder mais um gol semi-feito (força, mano!). Entraram Zé Luis e Hugo, mas sem grande participação. E o jogo acabou acabando (pleonasmo?) assim mesmo, um a zero ‘pa nóis’. Liderança provisória e moral pro resto do campeonato.
Uma vitória mais da raça que da organização. O SPFC precisa parar de depender da boa vontade dos jogadores e começar a ter jogadas, ta tudo muito bagunçado, muito no ‘vamo-que-vamo’. Ta ganhando assim? Ótimo. Mas quando perde é horrível... basta lembrar dos últimos jogos antes do Santos. A zaga precisa de mais proteção e não se pode recuar tanto.
Tomara que isso vá se acertando no decorrer das últimas rodadas. Se a esperança tinha ressuscitado, agora ela ta vivinha (até o próximo jogo).
Ricardo! Dá um jeito aí, compadre!
E a torcida ontem tava bonita, com pouco mais de 34mil pagantes. Esse público lota, ou nem cabe nos outros estádios da cidade...
Saudações tricolores!
Marko Mello
PS. Vídeozinho da minha irmãzinha em sua primaira incursão na arquibancada tricolor. É uma graça.
Jorge Wagner, após o gol da virada tricolor. (foto: divulgação VipComm)
Salve tricolores. O Tricolor deixou pra trás a maré de ‘azar’ que o acompanhava e conseguiu ganhar mais uma no campeonato. Beneficiado pela derrota do Parmera na quarta (finalmente!) o Tricolor encosta no líder e entra de vez na briga pelo campeonato. Mas entra mesmo? Falemos primeiro do jogo.
Clássico na Vila. Mas um clássico chocho, sem grandes atrativos, o Santos sem grandes pretensões no campeonato, o SPFC vindo de 3 tropeços e sem muito ânimo nem futebol pra brigar pelo título mesmo estando ali na boca da liderança. Juro que comecei a assistir o jogo sem a mínima expectativa. Mas o jogo foi muito bom. Bom em emoção, em reviravoltas, em garra, mas tecnicamente foi fraquíssimo, feio mesmo. Teve horas, sem sacanagem, que a bola não parou no chão por uns 2 minutos. Só balão, cabeceadas, não tinha um ser pra parar a bola, botar ela no chão e falar: - vamos jogar?
O jogo começou morno, com o SPFC timidamente melhor, mas, como contra o Atlético MG, tomamos um gol besta no começo do jogo. Escanteio batido por Madson, Rodrigo, o Souto, desvia a bola no primeiro pau e o menino André sobe mais que 3 marcadores (sim, três!) e faz 1x0 pro Santos. A parte boa desse gol é que o jogo ficou mais corrido, mais disputado, e pouco depois o Tricolor empata. Hernanes sofre falta, e cobra na gaveta, um baita golaço. O São Paulo é outro time quando o Hernanes joga bem.
Outro escanteio pro Santos, Madson de novo, e Rodrigo, o Souto, de novo, no primeiro pau, de novo, só que dessa vez pra dentro do gol. Falha de marcação do Washington e do André Dias. 2x1 Santos e a raiva impera no meu quarto. Como pode uma defesa dessa tomar gols tão ridículos? Enfim, voltemos ao jogo. O SPFC foi apertando o Santos e empatou de novo. Hernanes, que no lance anterior quase empatara, bate escanteio, Germano (cavalo) desvia e Washington, de canela, faz pro Tricolor. E o primeiro tempo acaba assim. Um jogo fraco, mas emocionante.
Passa o ‘Show do Intervalo’, com os gols das outras partidas, aquela balela de sempre. E começa o segundo tempo, mas aí com menos qualidade e muitos, muitos chutões. Mas dessa vez o São Paulo não se afobou, não ficou igual louco correndo atrás da bola, tropeçando nas próprias pernas, e pouco a pouco foi chegando perto da meta do Santos. Numa dessa jogadas a bola cruza a área do Santos e sobra na direita pro González, lateral de ofício que é cruza na medida pra chegada, de direita, do J. Wagner. Golaço. 3x2 pra nós. Foi o primeiro gol do jogo que vibrei de verdade em casa, sozinho. Dagoberto, lazarento, resolveu se jogar na área ao invés de passar pro Washington fazer o gol, e o SPFC perde ali a chance de matar o jogo. Tanto que alguns lances depois o cavalo do Germano, que escapou de ser expulso após entrada em J. Wagner (que jogou bem), toca na esquerda pro Triguinho, ele faz que vai cruzar e corta González (única falha no jogo) e cruza na cabeça do Róbson, que tem um metro e meio, sozinho na área. Sozinho não é força de expressão, ele tava sozinho mesmo. Queixo no peito, bola no chão, como manda a cartilha do centro-avante. Gol do Santos. 3x3. Uma merda de resultado.
Mas um monte de coisa ainda estava guardada. Dagoberto (mal, mal) sofre falta na entrada da área, lá vai ele, o mito Rogério, pra cobrança. Um ano de jejum. É batata, só tirou da barreira. 4x3 SPFC. Agora vibrei de verdade.
Mas daí pra frente o felá do C. E. Simon resolveu aparecer. Contra-ataque santista, Jean (belo empresário tem esse, né?) chega antes de Rogério na bola e chuta pra cima, nada que fosse fazer o gol. Rogério se choca com ele, e os dois caem. Falta normal, já que tinha cobertura da defesa. Nosso goleirão fica uns 4 minutos no chão, machucado. Quando levanta é agraciado com um cartão vermelho do cidadão de amarelo. Ele mesmo, o novo Márcio Rezende. Disse o Rogério na saída: "Ele me persegue, a minha carreira toda foi assim", e digo mais, ele persegue o SPFC. Ficamos com 10, aí é pressão do Santos. Borges entra pra ficar com menos beicinho (pode ir embora se quiser), e Zé Luís também, pra dar mais consistência à defesa. O Santos martela, martela, mas não consegue nada (é muito ruim esse time do Santos). 4x3 pra gente. Jogo emocionante que nos coloca de novo na briga pelo título.
E o juiz é tão ruim e sua falta de critério é tão grande que ele deu só 3 minutos de acréscimo, sendo que o Rogério ficou, no mínimo 5 no chão, mais as substituições... Conseguiu desagradar os dois times. É um ridículo!
Mas e agora? A defesa vai parar de falhar bisonhamente todo jogo? González vai ficar na lateral após essa bela partida? Jean vai ficar no meio, dando mais força de marcação que qualquer outro que entre ali (leia-se richarlyson)? Washington vai desencantar e encher o nariz de fazer gol? O anão do Dagoberto vai passar a bola? A raça vai prevalecer ao esmorecimento? Hein Ricardo Gomes? Já me basta esse jogo de ‘ter esperança’, ‘não ter’, ‘ter, ‘não ter’...
É esperar pra ver.
Minhas esperanças tinham morrido, mas deram uma ressucitada nesse domingo. Aora é assim, viver e morrer a cada rodada.
Washington não dominou uma bola durante o jogo. Uma vergonha para um jogador profissional... (foto Gaspar Nóbrega/VipComm)
É isso. Não tenho mais paciência com esse time do SPFC. Não sou corneteiro, não sou de criticar desenfreadamente, mas chega! O Tricolor nesse sábado acabou com meu humor pelo final de semana todo. E também com as esperanças de título. O Palmeiras tropeçou? Grande merda... A gente não ganha nossos jogos...
Tinha tudo pra ser bom, não... tinha tudo pra ser excelente. Joguinho sábado, descolei uns esquemões de camarote, ia levar minha irmãzinha de 8 anos pela primeira vez ao estádio, o script perfeito. Só faltou combinar com os jogadores.
Não quero enrolar muito antes de falar do jogo. Com 1 minuto o Miranda, que havia sido expulso no jogo da seleção, dá um carrinho desnecessário na linha de fundo e é falta pro Atlético. Ricardinho bate. Cagada da defesa (outra?). Tardelli só empura, de canela, pro gol. Um minuto e meio de jogo e é 1x0 pros caras. Ricardinho continua cumprindo sua sina de sempre ferrar o tricolor (até quando jogou pra gente). Ele comanda o meio-campo do Galo, dá um baile em Hernanes, Richarlyson e Hugo (cacete! difícil dar um baile nesses dois últimos...). O SPFC vai pra cima igual cavalo bravo e ainda consegue algumas chances de gol, mas Washington... êêêê Washington... desperdiça duas chances imperdíveis ainda no primeiro tempo. Salvo Dagoberto e Jean, que correram bastante mas nada além disso, o time do SPFC não produzia nada, mas a tática do vâmo-que-vâmo quase dá resultado. Eu disse quase.
Hugo mal, Richarlyson, como de costume, muita disposição e pouquíssima técnica, com passes bisonhos e viradas de jogo perigosas, Hernanes não se achou, Washington então... Jesus!. A zaga querendo entregar... O primeiro tempo acaba mesmo com a vitória parcial do Galo (sem que o goleiro deles fizesse uma defesa).
Começa o segundo tempo com Borges no lugar de Washington (não sei o que é pior) e o SPFC tenta chegar à frente no esquema bumba-meu-boi mas, diferentemente do primeiro tempo, a tática não funciona e o Tricolor mal chega na área adversária. Mais uma vez R.Gomes não se acovarda e entram Marlos e Oscar nos lugares de Hugo e Rodrigo, mas o panorama não muda. Os chutes de longe não assustam, as faltas perto da área são desperdiçadas, e a defesa segue correndo risco com os contra-ataques rápidos da dupla Tardelli-Eder Luis. Renteria entra no meio do segundo tempo e, em uma cabeçada, faz Rogério operar um milagre na meta tricolor. Correa e Ricardinho passeiam pelo meio, e o SPFC não consegue fazer fluir seu jogo.
Aliás, faz tempo que o SPFC não faz o jogo fluir de forma organizada. A defesa dá uma pixotada por jogo, pelo menos. O meio não marca e não cria, fica só cercando o adversário e deixando que veteranos passeiem como querem e mandem no jogo. É só lembrarmos Marcelinho Paraíba, Petkovic, Ricardinho... Uma festa. O ataque do SPFC é uma piada, não põe mais medo em ninguém... Tá cruel.
O jogo acabou mesmo com a vitória do Galo, vitória justa de quem sabia o que queria desde o começo do jogo, e que não ficou só correndo de um lado pro outro, sem organização e com menos vontade de ganhar que o adversário. Depois não adianta torcer contra X ou Y, se o próprio papel não é bem cumprido.
Agora um recado pra alguns jogadores do SPFC: tenham vergonha na cara e comprometam-se em terminar esse campeonato de maneira digna. Fazer beicinho na reserva é fácil, entrar num jogo e botar a mala parece bonito, mas o Tricolor ta aí, prestes a ficar de fora da Libertadores de continuar nessa toada. E não tem que ter motivação extra, premiação e os cambaus. Tem que tem hombridade por parte dos jogadores em cumprir, da melhor maneira, seus contratos até o final. E quem quiser sair agora que saia, e deixa a oportunidade pros moleques.
Obrigado a alguns pelos serviços prestados, a outros nem isso. Chegou a hora da renovação!
Continuarei indo aos jogos por amor ao São Paulo Futebol Clube, mas abram o olho ou nem Libertadores sobra esse ano.
Acredite no título quem quer...
Minha paciência acabou.
Saudações tricolores.
Marko Mello
PS. minha irmã adorou o estádio, adorou o jogo de perto e, assim como eu em 1992, saiu do jogo sem gritar gol em sua primeira incursão no Morumbi. Calma Tati, depois melhora...
Charge do grande comparsa Gustavo Duarte, enviada a mim pelo próprio e publicada no Lance! de hoje.
Esse campeonato está se caracterizando pela incompetência. Incompetência do Parmera em não disparar na ponta. Incompetência do SPFC em aproveitar as bobeadas. Incompetência de Inter, Goiás e Atl. Mineiro em passar o Tricolor. Uma vacilada atrás da outra. Sou a favor de anular esse campeonato e deixar o título em aberto.
Falando de sábado, ao final da peleja fiquei com um misto de sentimentos: tristeza e resignação. Tristeza em saber que com o time um pouco mais comprometido e focado seríamos líderes, apenas vencendo jogos que era esperada a vitória. E resignação em perceber que a perspectiva em curto prazo não é de melhora significativa.
O jogo começou como era de se esperar, com o Flamengo apertando o SPFC em seu campo. Juan (revelado aqui) era quase um ponta esquerda, Pet comandava o meio-campo e, pra sorte tricolor, Denis Marques (mal) era o comandante de ataque. Mas mesmo com toda a ameaça, o SPFC conseguia, de alguma forma se segurar. Até que, no meio do primeiro tempo, Dagoberto achou, num lançamento primoroso, Hernanes na área. Ele passou por detrás da zaga e, na dominada, tirou Bruno da jogada e fez o gol tricolor. Golaço achado, já que o Tricolor nem de longe ameaçava o Flamengo. O resumo do jogo era: bola na área do São Paulo, a defesa se virava como podia, Rogério faziao milagres (como na cabeçada do R. Angelim), bola tirada de cima da linha. Tava feio o negócio, mas conseguimos segurar o primeiro tempo.
O Flamengo veio com posicionamento diferente no segundo tempo, com a entrada do Toró, inversão de posições (Zé Roberto caindo pela direita) e conseguiu confundir um pouco a defesa tricolor. O ataque do SPFC inexistia, Washington não conseguia segurar uma bola (novidade...), o meio não conseguiu trocar mais de 3 passes certos, um show de horror. Até que o juiz, até ali discreto, resolveu aparecer. Aquele mesmo que o Mano Menezes (não gosto muito) disse semana passada que ‘nenhum time de fora ganha com ele no apito’. Uma bola pra dentro da área, disputam Toró e J. Wagner, o nosso meia-lateral chega atrasado e chuta o pé do flamenguista. Pênalti. Até aí normal. O problema vio depois. Pet cobra, o monstro Rogério defende, mas o bandeira manda voltar alegando que o Rogério de adiantou. Uma palhaçada! Fosse o jogo no Morumbi, ou fosse o Botafogo o adversário talvez o jogo seguisse. Não estou dizendo que o SPFC perdeu por esse penal voltado, longe disso. Mas contribuiu bastante. Na volta do pênalti o Pet, que tem muita categoria, deu uma cavadinha e matou o Rogério. 1x1.
Aí o SPFC resolveu jogar, mesmo que timidamente. Hugo entrou no lugar do Dagoberto (machucado) e em seu primeiro lance quase empata, perdendo chance incrível dentro da área. Mas o jogo do SP não fluía, e o Flamengo ameaçava. Em um contra-ataque Pet (ele de novo) achou Zé Roberto nas costas da zaga, Zé Luís não acompanhou, e na batalha dos Zes, melhor pro do Fla. 2x1. A torcida ficou maluca, e eu também. Não fosse o joelho operado eu tinha dado uma bicuda na mesa de centro de casa. Aí o SPFC se alçou todo ao ataque, no esquema ‘vamo-que-vamo’, mas aí já não dava mais tempo. Oscar entrou bem na partida, como sempre, mas sem tempo, nem organização tática pra produzir mais. Final do jogo: Flamengo 2 x 1 Tricolor. Talvez injusto pela palhaçada do juiz/bandeira. Merecido pelo volume de jogo do Flamengo e a falta de volume do SPFC.
Resultado normal, já que perder pro Flamengo no Maracanã não é algo de outro mundo. Mas não desse jeito. E não crucifico o R. Gomes. Não acho que ele seja culpado. Ele não se acovarda. Culpados são os jogadores que parecem já terem se enchido de jogar esse campeonato, que não querem ias nada com nada, que estão só esperando o ano que vem. Por que isso? No Curintia eu entendo, já que o objetivo deles era classificar pra Libertadores ano que vem e já conseguiram. Mas e o Tricolor? Por que esse desinteresse? Tão de palhaçada? Não dá...
É um elenco saturado, e ano que vem reformulações têm que ser feitas. O ataque do SPFC não põe medo em ninguém, o meio de campo depende muito da genialidade do Hernanes (e é muito pouco, mesmo ele jogando muito), a defesa passa por um momento de cheque, com jogadores machucados/suspensos/improvisados, e os descompromissados (leia-se Borges, Washington...) que dêem ‘linha na pipa’ do Tricolor.
Precisamos de alguém que imponha medo e respeito. Alguém que os adversários fiquem se borrando só de ver. Ta faltando isso no SPFC, alguém que imponha respeito.
A camisa tem ganhado alguns jogos sozinha. Ta na hora dos jogadores perceberem que não ta difícil, e se doarem um pouco mais. Eu queria jogar a toalha hoje, mas vou dar mais um voto de confiança a esse time. E sábado estarei lá no Morumbi as 18h30, esperando, mais uma vez, que esse seja o jogo da virada.
Hugo anda acreditando muito nas piadas dos torcedores e dessa vez não nos salvou (foto Gaspar Nóbrega/VIPCOMM)
Uma rodada cheia de sortes. Sorte do SPFC que o Parmera não ganhou. Sorte do Parmera em não ter perdido. Sorte do Coritiba em não ter tomado vários nos primeiros minutos. Sorte do Tricolor em não ter tomado aquele gol no finalzinho. Sorte do Parmera o cara do Avaí chutar a bola em cima do Edmilson. Sorte nossa Goiás e Atlético MG tomarem guascas. Uma sorte de sortes...
O único a não ter muita sorte fui eu, que escolhi voltar ao Morumbi, depois da minha (bem-sucedida) operação no joelho, justo no jogo em que o SPFC tropeça. Estávamos Bocão, Lelo, Boquinha e Negão no estádio, no Setor Visa Especial. Não bastasse isso teve chuva, trânsito, caminhada com joelho baleado e os cambaus. Imagina se eu tava feliz ao final...
Tirante os percalços de minha volta ao Morumbi, o jogo foi até interessante do ponto de vista futebolístico. O Tricolor totalmente desfigurado, com Zé Luís (mal) na zaga, J.Wagner na ala esquerda, González na direita, Jean voltou ao meio, Hugo na armação. E, por incrível que pareça, nos primeiros 30 minutos deu certo, com o SPFC conseguindo envolver a zaga coxa-branca e perdendo várias chances. Até que a zaga resolveu dar um presente pro Hernanes, nosso 10 avançou, ajeitou pra esquerda e marcou o primeiro nosso. Tudo lindo até ali. O SPFC golearia. Golearia um cazzo... Passou o gol o time, como geralmente vem fazendo, parou. E na primeira avançada mais perigosa do Coritiba veio o empate. Carlinhos Paraíba (bem demais, no campo todo) chutou, Rogério fez o que podia rebatendo pro lado, a zaga cochilou e Renatinho fez o seu. Alguns minutos depois, em uma bola besta, o Rodrigo foi querer fazer graça pra espirrar a bola e cede o escanteio. Marcelinho, o Paraíba (um monstro no jogo), bate o primeiro e J.Wagner afasta. Antes da segunda batida o Negão, que estava ao meu lado, diz: ‘Só falta numa cagada eles virarem...’. Batata! Marcelinho, o Paraíba, repete a cobrança, a zaga dorme, Rogério falha e gol dos curitibanos. Olímpico! Talvez em homenagem à 2016. Ali vi a viola e caco. E o primeiro tempo foi-se.
Na volta do intervalo, R.Gomes fica sem André Dias, que machucou o joelho no último lance do primeiro tempo e entra com Oscar, a grande esperança da base tricolor. Mais uma vez não se acovarda e tenta ir com tudo pra virar o jogo. O moleque entra bem, mas o time se afoba demais. Nosso ataque não funcionava, com Borges sempre no chão (como cai hein?) e Dagoberto tropeçando na bola. Pra ajudar o árbitro era o pior do Brasil, Sr. Carlos Eugênio Simon, que invertia faltas, deixou de dar uns 2 penais no Dagoberto (pelo menos da arquibancada era penal) e atrapalhou o jogo. Mas atrapalhado mesmo estava o time do SPFC, que foi posto na roda pelo Coritiba, que tocava a bola no meio como queria, sempre com o toque fácil do Marcelinho, o Paraíba.
Ricardo Gomes tentou ainda levar o time pra frente, com a entrada de Marlos e Washington, nos lugares de Hugo (que deve acreditar nos Hugo Facts abaixo listados) e Borges, respectivamente. Mas o time continuava afobado, dependendo dos lampejos de Hernanes (bem no jogo) e Oscar (tem muito futuro). Num desses lampejos Jean acha o moleque dentro da área, ele faz que vai bater de esquerda, dá um corte seco no zagueiro e bate de direita, o goleiro rebate e na sobra Washington empurra pra dentro. Havia tempo pra virada, mas não do jeito que vinha jogando. O Coritiba assustava nos contra ataques, chegou a colocar uma bola na trave com Marcos Aurélio, mas o placar ficou inalterado até o final.
Ainda bem que deixei pra escrever o texto hoje, sexta-feira, pois estava pronto pra vir aqui dizer que o campeonato tinha acabado, que o Parmera era campeão e zaz e zaz... mas pra minha (nossa) sorte o Avaí fez um favorzaço (valeu Silas), empatou no Palestrinha e deixou o campeonato aberto. Se tivesse ganho...
Uma nota, o público de quarta-feira no Morumbi foi de mais de 16mil pagantes, e o do Palestrinha foi de menos de 17mil, com o time líder e os cambaus. Depois a nossa que só vai na boa e todo aquele blábláblá...
Jogadores do SPFC, fiquem espertos e percebam que todos estão dando chance da gente chegar. Só depende de vocês, por mais que os números mostrem o contrário.
Vamos jogar bola, jogar com vontade e, acima de tudo, inteligência. Uma vitória no Maracanã nos deixa em situação mais confortável na briga pelo tetra-hepta, pois a secação sobre o Parmera ta grande...
- Quando criança, Hugo chutou uma bola numa torre, em Piza.
- Hugo deu aulas de futebol à Pelé. Ele foi reprovado.
- Hugo pode fazer chover no Morumbi. Mas prefere jogar na grama seca.
- Ricardo Gomes gritou: "Puta que pariu Hugo, bate no gol caralho, seu #@&*#". Hugo respondeu: "Peça por favor."
- Cientisas tentaram clonar o Hugo. Não deu certo... nasceu então Riquelme.
- Hugo pediu um Big Mac no Bob's. Ele foi atendido.
- O Gol Show acabou porque o Hugo levaria o Silvio Santos a falência.
- Se um dia Deus apontou pra Romario e disse: "Vc é o cara", pouco tempo depois ele apontou pra Hugo e disse: "Perdão, eu me enganei"
- Após assistir a fita de "O Chamado", Hugo recebe o telefonema da Samara que diz:
-7 Dias
Hugo respondeu:
- Aqui é o Hugo
Samara:
-Desculpe é engano
- Hugo não poderia participar do "Big Brother". Ele eliminaria todos os participantes ainda no hotel.
- Durante o jogo Hugo não achou ninguem do São Paulo para tabelar. A trave se ofereceu. O final todos já sabem.... http://bit.ly/eXDO9
- Jesus salva, toca pro Hugo e é Gol!
- Hugo se irritou uma vez no estádio Olímpico. Surgiu a avalanche.
- Hugo ligou pro Maciel e pediu um descanso. Surgiu então as férias remuneradas.
Update:
"A frase 'Toca, Raul' foi dita originalmente por Hugo quando jogava pelo Real Madrid""Uma vez quiseram medir a distância que alcançava um chute do Hugo. Foi em 1969, ano em que o homem foi à Lua""Quando Hugo nasceu precisaram inventar uma nova medida, o GPS (gols por segundo)"- Quando Hugo entra na água, ele não fica molhado. A água que fica Hugo.
- Nas veias de Hugo o sangue não corre, tira racha.
- Hugo não aprendeu a jogar futebol, o futebol aprendeu a ser jogado pelo hugo
- Hugo perdeu a virgindade antes de seu próprio Pai!
- Para seus treinamentos de cabeceio, Hugo usa bolas de boliche
E deus disse:
- Que se faça a luz!
Chuck Norris respondeu:
- Peça por favor
Então Hugo disse:
- Calem a boca vcs dois!!!
- Quando Deus fez Pelé ele assistia aos Vts do Hugo.
- No primeiro passo de sua vida, Hugo tropeçou; No segundo, fez um gol.
- Se Hugo ainda não fez gol em um jogo, o jogo ainda não acabou.
- "Hugol é seleção'' tem 13 letras
- Hugo consegue falar PAPIBAQUIGRAFO por cem vezes consecutivas. Sem gaguejar.
- Hugo teve problemas com gases duas vezes, uma em Hiroshima e outra em Nagasaki.
- Nas transmissões de jogos, Galvão Bueno fica na cabine exibindo cartazes dizendo "Alô, Hugo! Olha pra gente!"
- Uma vez Lula apontou o dedinho para o Hugo. Uma vez.
- A expressão “os últimos serão os primeiros” surgiu na única vez em que Hugo entrou em uma fila.
- Monalisa só está sorrindo porque conheceu Hugo.
- Hugo não quer mais ir para o banco...Resultado: crise econômica mundial... - Hugo fala Massachussets com a boca cheia de farofa
- Certa vez o amor encarou Hugo, desde então o amor é CEGO.- Uma vez Hugo comeu um bolo inteiro antes que seus amigos pudessem lhe contar que havia uma stripper dentro
- Hugo consegue espirrar com os olhos abertos
- Hugo não tem próstata
- A fé move montanhas, Hugo as coloca pra correr - Hugo atirou o pau no gato, e o gato morreu
- Hugo não usa o Google, o Google liga pra ele quando tem alguma dúvida
- Hugo pede uma balinha na padaria com uma nota de 100 reais. - Na infância Hugo popularizou a brincadeira de construir castelos de areia, as suas obras foram denominadas Pirâmides no Egito.
- Huguinho deu Gás Hélio ao seu tio Donald para que o velho ficasse com a voz rouca.
- Hugo presenteou Charles Muller com uma bola de capotão.- Quem nasceu primeiro.. o ovo ou a galinha?
resposta: o ovo, porque hugo queria comer um omellet
- Antes da roda ser inventada, Hugo já tinha carteira de motorista.
- Dizem que foi Leonidas que inventou a bicicleta. O Hugo inventou a Moto!
*que fique claro que é tudo piada... antes que idiotas venham aqui escrever groselha.
Hernanes comemora seu gol, o primeiro da virada (foto Terra Esportes)
Foi épico! Foi incrível! Foi foda! (com o perdão da palavra) O SPFC mostrou, como havia pedido, há alguns dias, a tal ‘faca entre os dentes’, o ‘sangue no olho’ e a fé que acompanha o ‘Clube da Fé’. Mas nada disso apaga as burrices cometidas pelos nossos jogadores, que insistem em ser expulsos por reclamação.
Ontem, depois da fisioterapia (pois é, tenho mais uns 8 meses pela frente) combinei de ir à casa de uma amiga ajeitar o itunes/ipod dela. Me certifiquei de que teria televisão para ver o jogo e, depois da confirmação, fui pra lá já nervoso. Esse jogo contra o Náutico definiria, ou quase, a situação do SPFC no campeonato e qualquer resultado que não a vitória ia ‘azedar o doce’.
Chego na casa já em cima da hora. Me acomodo (com o joelho em posição confortável), deixo minha amiga mexendo nas músicas e começa a partida. Um começo estranho, com o Náutico à toda pra cima do SPFC, que só saía da defesa na base do chutão. Tanto martelaram que conseguiram um pênalti, justo, marcado pelo juiz. Amarelo pro Jr. César e eu vi a viola em caco. Mas Bosco! Quem diria! Bosco nos salvou de já sair, antes dos 10 minutos, com 1 x0 contra defendendo a cobrança com o ombro. Ali pensei: “Agora vai!”. Foi nada... Continuamos errando, sem conseguir dar mais de 3 passes certos. Numa escapada pela direita, Patrick (tava dopado, certeza) vai até a linha de fundo e segura a bola perto da bandeirinha, Jr. César chega todo estabanado e faz falta. Falta cobrada, cabeceio pro meio da área, Richarlyson (sempre ele, é impressionante!) vacila e 1x0 Náutico. Cazzo!
Dali pra frente o SPFC continuava errando passes e a sofrer algum perigo, caindo fácil na marcação Pernambucana. Daí vem a primeira burrice e a sucessão de *agadas do juiz. Jr. César sofre falta e o juizão não marca. Ele, com amarelo nas costas, ao invés de ficar quieto, dá soco no ar e reclama. O juizão, mais aparecido que Nossa Senhora vai e expulsa nosso lateral. Perdendo de 1 e com um a menos a situação tricolor complicou. Essa lenga-lenga foi até o final do primeiro tempo.
Começa o segundo tempo, os times trocam de uniformes e a perspectiva não é das melhores. 10 contra 11, na casa do adversário, os pernambucanos correndo pra cacete. Mas o Casagrande falou (gosto dele) e eu tenho que concordar. Ele cantou a bola de que o Náutico tava correndo demais, e talvez não agüentasse o jogo todo naquele ritmo. Dito e feito, no segundo tempo eles diminuíram o ímpeto e o SPFC, mesmo com 10, começou a tomar conta. Hernanes e J.Wagner comandavam o meio campo, e Jean assustava com chutes de fora da área. O juizão viu que tinha feito besteira e passou a apitar tudo pra gente. Borges era quem destoava, sempre impedido. Em uma dessa que não estava fora de jogo, sofreu falta de um dos (grossos) zagueiros do time de Pernambuco próximo à área. Hernanes cobrou, a bola desviou e o empate tava selado. E ainda faltavam uns 30 minutos. Hora da pressão. Eles não agüentariam. RG percebeu e promoveu as entradas de Hugo e Oscar nos lugares de Renato Silva e Marlos (apagado).
Aí chega a segunda burrada. Lembra que eu falei que o Jr. César tinha sido expulso? Na confusão o Richarlyson foi reclamar, sabe-se lá por que, e tomou amarelo. No segundo tempo, em uma escapada do Aílton (que foi da nossa base) o ‘Ricky’ teve que matar o lance, já tinha amarelo e foi pro vestiário mais cedo. Agora eram 11 x 9. Situação complicada. Mas RG foi valente. Ao invés de se fechar inteiro, tirou Borges (mais uma vez muito mal) e pôs Rodrigo. Plantou a zaga atrás (Miranda é um monstro, como joga!), e liberou Oscar, J. Wagner, Hugo e Hernanes (que, guerreiro, jogou até sangrando, após choque de cabeça), pra pressionarem a zaga do Náutico. Em uma falta sobre J. Wagner o pirulão da zaga deles foi expulso. As coisas começavam a melhorar e oportunidades apareciam dos dois lados (e o Bosco pegando muito). Oscar entrou muito bem, com dribles e passes precisos. E em uma dessas jogadas, já nos 40 e tanto, Hugo dá pra Oscar dentro da área, o moleque segura a bola, espera a aproximação, rola curto e Hugo enche o pé. No ângulo! Um golaço! Era a senha pra minha loucura em uma vizinhança estranha, eu pulava (em uma perna só), gritava, xingava, vibrava. Era a vitória de quem quis mais o gol, de quem buscou sempre, de quem tem preparação física, de quem não se acovardou... uma vitória épica pro São Paulo e pra graça do campeonato. Depois dali o tempo passou, o SPFC soube segurar a bola, teve tempo do lateral do Náutico ser expulso (juizinho ruim, ruim, ruim...) até o apito final.
Era isso que tava faltando pro SPFC, essa raça e garra do segundo tempo. Essa gana de vencer. Esse ‘sangue no olho’. O punch final.
Uma vitória que joga uma certa pressão ao Parmera, que tem o clássico contra o Santos na Vila, e que deixa o SPFC vivinho na disputa do título.
E, já no carro, escutando à Rádio Bandeirantes, não pude deixar de me arrepiar com a narração do gol do Hugo pelo José Silvério, que se já não é mais o mesmo ainda consegue passar emoção. Escutar ele falando: ‘... a bola estava macia, pedindo me chuta... me chuta.. me chuta...’ é impagável.
Fui embora feliz, e com a adrenalina a mil!
Agora é secar, e continuar nessa toada.
Semana que vem tem o Coritiba. É entrar como no segundo tempo desse jogo, sem dar chance ao azar.
Dá-lhe São Paulo!
Saudações tricolores!
PS. a demora em postar o texto foi que tive que sair pra comprar os ingressos do AC/DC que tocam no Morumbi em novembro. 3h30 de fila. TicketMaster, você é patética.
Hernanes tenta, mas não consegue munir nosso fraco ataque na tarde de ontem. (foto: Gaspar Nóbrega/VipComm)
O SPFC continua a sua sina em não ganhar do time da Marginal sem número (mas o maior tabu segue sendo nosso, e recente). E dessa vez foi da pior maneira. Entregando um gol pro Gordo e, depois do baque, não conseguindo se recuperar a tempo de virar a partida. Não fosse a entregada do André Dias/Bosco tenho certeza que ganharíamos, já que o Curintia entrou claramente com a intenção de se defender, não ameaçando a meta tricolor durante quase toda a partida.
Meu domingo começou nervoso, afinal era domningo de clássico, e tínhamos que ganhar, já que o Parmera, numa cagada monstro, ganhou do Atlético PR no sábado (como o Paulo Baier, o velho, me perde aquele gol? Como?). Também era dia de ir a Jacareí, aniversário de uma tia-avó, festança na casa de meus primos mais corintianos da família. Expectativa pra fortes emoções.
Não bastassem os japoneses corintianos, tinha um baiano lá (e baiano não é um termo pejorativo), corintiano, e chato. Pense num cara chato... Gritava, xingava, falava merda (mais que o normal). O jogo seria longo.
Antes de começar o jogo, uma baixa. Rogério ‘o mito’ Ceni não jogaria, em seu lugar entra Bosco. Maus presságios. O Bosco é bom goleiro, um cara legal, mas inspira pouca confiança. Mas vamos ao jogo.
Tudo corria seu curso normal, o SPFC atacava, o Curintia se defendia, nada muito emocionante. Eis que o Tricolor resolve dar emoção ao jogo. Richarlyson (ele de novo, apesar de ter jogado mais ou menos) sai jogando errado, Jean se distrai (não se pode distrair num jogo desse), o Curintia rouba a bola e lança pro Gordo. A bola se adianta demais, André Dias domina e vai indo em direção à área. Bola da defesa, tranquila... Tranquila uma pinoia! André não vê que o Bosco tava saindo e tenta atrasar, dá um drible-da-vaca no goleiro e o ‘Gordo que gosta de menina de tromba’ só empurra pras redes. A casa vem abaixo. O Baiano fica maluco, os japoneses vem me encher os pacová, e eu lá... quieto. Só esperando a reação. Reação que semi-aconteceu. O SPFC começou a pressionar, colocou uma bola na trave com Hernanes (jogou bem, mesmo voltando de cirurgia), mais um ou outro lance de perigo, mas nada de gol no primeiro tempo.
Saio pra rua pra espairecer no intervalo, converso com o pessoal da festa, assuntos triviais, nada de futebol. Em tempo, tava um calor do capeta em Jacareí, difícil ficar dentro de casa. Começa o segundo tempo, e o nervosismo aumenta, junto com a fé na virada. O São Paulo não muda, e continua caindo nos mesmos erros, como cruzamentos (todos tirados pela fraca zaga corintiana) e impedimentos, aliás: Sr. Borges, vamos melhorar? Já passou da hora do senhor parar de fazer beicinho e jogar um pouco de bola. Nosso centro-avante ficou, pelo menos umas 5 vezes impedido, tem que ficar mais ligeiro.
O São Paulo não conseguia penetrar à zaga alvi-negra, e tentava chutes, tortos, de longa distância. Hernanes tentava algo, mas era bem marcado. Não batasse isso, Richarlyson (de novo?) tenta uma jogada medonha de peito, entrega a bola pro Gordo, que sai em disparada pro gol, naquelas que ele não perderia anos atrás, mas nosso volante se redime da cagada e tira a bola com categoria. Meu coração vai na boca, e a fé aumenta um pouco.
Ricardo Gomes tira Borges e põe Washington. Pouco depois Hernanes pedala na frente da zaga, puxa pro pé esquerdo e joga na área, a zaga sai e Washington, na mesma linha do zagueiro (fuck off Arnaldo César Coelho) joga por cima do goleirinho deles. 1x1 com 28 minutos. Há esperança. Mas o São Paulo não tem mais forças, Hugo tinha entrado (mal...) e Marlos também (pouco melhor), o jogo se abre mas o placar segue inalterado até o final. Resultado de merda pras pretensões do SPFC. Pro Curintia não muda nada, já que eles ganharam aquela copa de menor expressão e se garantiram naquela outra copa sul-americana, aquela que temos 3.
O São Paulo fica a 5 pontos do líder, com 12 rodas pro final. Ta difícil? Tá... Mas não impossível. O que me incomoda é a falta de punch do Tricolor nas últimas rodadas. Não vejo os jogadores ‘suando sangue’(salvo exceções como o Richarlyson, que é limitado mas não deixa de brigar). A diferença de pontos não é o determinante para o título, mas sim o comportamento dos jogadores.
Mas vamos lá, Tricolor.
Somos o “Clube da Fé”! O “Mais Querido”! E não desistiremos nunca.
Borges vacila frente ao veterano Fernando (foto - divulgaçao/Vipcomm)
Vacilar: v.i. Oscilar por falta de firmeza; Perder o vigor, a força; enfraquecer, afrouxar.
No jogo de ontem o SPFC fez o que não podia numa hora como essa, vacilou. E não vacilou por falta de atenção, nem por uma cagada qualquer que pode acontecer no futebol. Vacilou por que achou que ganharia a qualquer minuto. Vacilou em sua própria confiança. Vacilou em não ter gana de ganhar a todo custo. Se for assim todo jogo (sei e confio que não será) não seremos tetra-hepta esse ano.
O domingo começou com grande expectativa por parte dos tricolores, afinal o Inter, time que vem sendo encarado com um dos três candidatos ao título, perdeu do Vitória (grande Vitória) na Bahia, e deixou o caminho livre para o Tricolor assumir a liderança, ainda que provisória. O roteiro estava escrito, São Paulo ganha do Sto. André, fica dois pontos na frente do Parmera, e joga a pressão nas costas do time dos italianos que quarta-feira encara os italianinhos de Minas. Mas como diz meu avô, do alto de seus 84 anos (e pelo menos 65 de são-paulinismo): ‘Não se pode contar com o ovo no c* da galinha’. Faltou combinar o roteiro com o time do Marcelinho, nossa asa-negra esse ano.
Acordei de ressaca, uma hora da tarde, já ansioso pela hora do jogo. Desci para o almoço em família (o único da semana). Macarrões e frangos depois ainda eram duas e meia. Hora de se acomodar na poltrona e esperar o começo da peleja. Sintonizo na Band e me entretenho, junto com meu irmão, padrasto e tio, com o Band Esporte Clube, que no meio tem o ‘Gol: o grande momento do futebol’ e Milton Neves, o merchan-man. A cada 2 gols antigos, 2 merchans. Irritante! Saudades do Alexandre Santos e seu inconfundível ‘...apontooou, guardooou...’. Mas mesmo assim deixo ali, não há nada melhor na TV e falta pouco para a liderança.
Começa a transmissão do jogo e Luciano do Valle (gagá) e Neto começam com as besteiras. Não via a hora de a Globo começar a transmissão. Quando o Luciano do Valle começou a elogiar o Ricardo Teixeira, dizendo que ‘...ele faz muito pelo esporte brasileiro’, ‘...que pra grande orgulho do povo brasileiro ele seria eleito presidente da FIFA’ e mais um monte de babação de ovo, mudei pra Globo e preferi ver o finalzinho do Faustão (que tá magrinho, né?).
Enfim começa a partida. Da escalação já não gosto muito, Arouca ainda não me convenceu, Marlos era melhor pra esse jogo. O Santo André não ofereceria muito perigo no meio-campo, e um jogador a mais de criatividade daria uma pressão maior sobre a zaga deles, mas quem escala é o glorioso Ricardo Gomes (que vem fazendo bom trabalho). Depois de 5 minutos de pressão do time do ABC (com um suposto pênalti para eles) o São Paulo consegue equilibrar as ações, principalmente pelo lado esquerdo, e foi por ali que saiu o gol. Jr. César escapa pela esquerda, olha pro meio da área e cruza no pé de Jean, que chuta de primeira pra fazer 1x0 e nos deixar na liderança. E foi só. Daí pra frente o SPFC parou de jogar, e começou com aquele jogo meia-bomba. Sem meio campo, dependendo de lampejos do Dagoberto (que até fez uma boa jogada no finalzinho do primeiro tempo), e foi empurrando com a barriga até o final da primeira etapa. Que jogo chato!
Volta pro segundo tempo e o repórter da Globo vai falar com Miranda, e sua resposta não me deixa muito animado: ‘Vamos tentar ir pra cima, mas se não der o 1x0 tá bom...’. Como assim, meu craque? Um a zero tá bom? Tá bom pras tuas nêgas! O SPFC devia ter entrado com tudo, pressionando desde o começo, mas não, chamou o Sto. André pro seu campo e deixou com que o time do ABC acreditasse que pudesse conseguir algo mais. O jogo continua chato.
Ricardo Gomes tenta mudar algo. Tira Borges (mal, mal, mal) e Jr. César e põe Washington e Marlos. Marcelinho sai machucado e entra o tal do Pablo Escobar. Paraguaio naturalizado boliviano. Meu irmão ri do latino. Marlos deixa Washington em boa condição de fazer o gol, mas sua estabanação não deixa com que o grandalhão domine direito a bola, ele tropeça e é mais uma chance perdida. No próximo lance, bola cruzada na área, Nunes desvia, Rogério sai pro abafa e Pablo Escobar, aquele que há pouco havia gerado risada, empurra pra dentro, em vacilo (olha ele de novo) grande da zaga. 1x1. Era tudo que o SPFC não precisava. Nem eu na minha poltrona.
Daí pra frente resolveram correr. Faltando 10 minutos para findar a partida. Aí todo mundo quer resolver o jogo, Washington quer driblar três no meio-campo, Dagoberto corre, Miranda vai ao ataque, bolas são cruzadas ao léu. Mas não adianta. Não dá mais tempo. O Sto. André se segura, o SPFC não consegue varar o Neneca de novo e o jogo acaba empatado. Todo ano é a mesma coisa, perdemos pontos contra Náuticos, Fortalezas, Curintias e Fluminenses. Sorte não ter feito falta nos outros anos. Nesse já não sei.
Pra quem esperava dormir na liderança o segundo lugar na tabela, junto do Parmera mas atrás pelos saldo de gols, não consola. O sentimento é um só: frustração.
Mas agora é trabalhar, e muito, pra domingo ganhar do Curintia (que tomou uma guasca do Goiás) e não deixar com que o Parmera se distancie ainda mais. O lance é estar no bolo dos primeiros até o final e, na hora certa, sem vacilação, assumir o primeiro posto.
Mas ia ser tão legal dormir líder. Ah, ia...
TINHA QUE TER GANHO ESSE JOGO, CAZZO!
Sem mais por hoje.
Saudações tricolores!
Marko Mello
PS. demorei pra postar pois, pra ajudar, a internet no trampo nao funcionou, e em casa meu computador caiu no chao. Que fase...
Com essa máxima, Goebbels ajudou o nazismo a perdurar. Não quero comparar os fatos, mas a lenda de que o SPFC foi rebaixado no ano de 1990 é um desses casos de 'mentiras que viram verdade'.
O Sâo Paulo Futebol Clube nunca foi rebaixado. O campeonato paulista de 1990 não previa rebaixamento, isso antes de ser disputado. O SPFC passava por uma reformulação com a chegada do Telê, ficou entre os últimos colocados e, no ano seguinte, disputou um grupo mais fraco. Tanto que se classificou pras finais e foi campeão paulista em 1991.
Muitos detratores do Tricolor se apegam à uma reportagem da Folha de Sâo Paulo que cita que o SPFC disputaria a segunda divisão de 1991. Mais uma grande bobagem escrita pelo jornal, de certa credibilidade, mas que comete erros (vide o caso da 'ditabranda').
Mas para acabar com a discussão, deixo aqui um vídeo da ESPN Brasil, do programa Loucos por Futebol, onde PVC (jornalista dos mais conceituados, a quem admiro bastante) explica o que aconteceu nesse caso.
Aos detratores idiotas que ainda não entenderam, vou repetir: O São Paulo Futebol Clube nunca foi rebaixado! Nunca!
Hugo segue sua sina de gols decisivos em Brasileiros (Foto: Bruno Miani/VIPCOMM)
Primeiramente, desculpem pelo relaxo. Não consegui ver a partida, uma das mais importantes nessa busca pelo tetra-hepta, foi por uma boa causa mas não me exime de responsabilidade já que me comprometi a escrever aqui.
Mas não pensem que me esqueci do jogo não. Em plena festa que estava os ouvidos estavam colados no radinho acompanhando o tricolor. Eu e Bocão, outro ilustre são-paulino nos revezávamos nos fones. Pelo que escutei o São Paulo, no primeiro tempo, atacava meio desordenadamente e sofria alguns riscos na defesa. Vi na TV (depois) que o Avaí teve até um gol (justamente) anulado. Também vi que, na coletiva, o Ricardo Gomes disse que o primeiro tempo o SPFC foi ‘desordenado’.
Mas nada como uma conversa de vestiário e um pouco de sorte para as coisas mudarem. Com 38 segundos do segundo tempo Jr César joga a bola na área, Marlos vai dominar e ‘dá’ um passe preciso pra Dagoberto que, incrivelmente nos últimos tempos, acerta o gol. 1x0 ‘pra nóis’. Fogos soam por Pinheiros (onde eu estava) e Bocão e eu fazemos nossa pequena festa particular em meio aos outros convidados, acompanhados de Seu Armando, pai do brother aniversariante. Teve ainda um gol mal anulado pro tricolor, em que o bandeirinha achou (e ali é hora de achar?) que o Borges havia encostado na bola, quando a mesma entrou após um toque do próprio zagueiro avaiano.
Depois o jogo entrou naquilo: SPFC atacando, Avaí se defendendo até que a ‘mão santa’ de Ricardo Gomes entrou em ação. O cara tá virado pra lua. Primeiro ele saca o Marlos e coloca o Hugo, causando xingos de minha parte. Depois saca o Borges e mete o Washington (em má fase). E não é que pouco tempo depois, num lançamento da defesa o Washington desvia, a bola cai pro Dagoberto que, inteligentemente (até que enfim) cruza a bola na cabeça do Hugo que cabeceia como centro-avante e marca o segundo gol tricolor. Festa no Morumbi com ótimo público (mais de 30mil, lotava o Pque Antártica e Pacaembu) e pro delírio nosso na festa. Nosso papel foi cumprido no sábado. Nos restava secar no domingo.
Chega domingo, de manhã vou ao Cruzeirinho do Tatuapé, time de várzea que costumava jogar quando ainda tinha joelho bom, só para assistir a peleja. Volto pra casa, almoço com a família, piadas, palhaçadas e resolvo deitar um pouco pra secar Inter e o Parmera. Claro, durmo logo depois do primeiro tempo e quando dou uma despertadinha de leve vejo na TV: VIT 3 X 2 PAL. Será que to sonhando? Não, não... era verdade. Minha secada sonífera dera certo. Logo depois ouço que o Inter havia perdido pro nosso pato Cruzeiro.
Agora 2 pontos nos separam da liderança, já que se empatarmos no número de pontos os porcos ainda tem vantagem. E a próxima rodada favorece. Só ganharmos do Sto André (asa negra desse ano?) e torcermos de novo pra Cruzeiro e Vitória que enfrentam em casa, respectivamente, Parmera e Inter.
Ricardo Gomes e Marlos, momentos antes de ajudarem o SPFC a virar o jogo. (Foto: Rubens Chiri - Site Oficial)
E estamos vivos.
O Tricolor, mesmo sem jogar nada durante 2/3 do jogo consegue uma virada incrível sobre o Cruzeiro e continua na briga pelo título do Brasileirão.
A minha crônica de hoje começa com o pré-jogo. Pra quem não sabe, operei meu joelho tem uns 10 dias e sigo na minha recuperação, mas ainda sem poder colocar o pé no chão, digo isso só pra ilustrar como foi assitir a mais esse jogaço do grande Tricolor.
Desci para a casa de minha bisavó (sim, ainda tenho bisavó, que mora de fronte à minha casa) com toda a dificuldade para o almoço, já pensando em lá assistir o jogo. E durante a comida comentava com meu irmão, também tricolor, sobre quem deveria jogar no lugar de Hernanes. Marlos era meu preferido, por ser mais atrevido e perigoso nos contra-ataques. E conversa vai, bifes à milanesa vem, e fomos pra sala a fim de ver a partida.
Sento na poltrona, com o joelho pra cima, e esperamos o começo da partida. A imagem da Globo estava ruim (antenna de merda) e resolvemos assistir na Band. Começa a peleja. Narração de Téo José (péssimo) e comentários de Osmar ‘Curintia’ de Oliveira. Jogo chato, muita bola pro alto, trocas de passes péssimas, o SPFC não conseguia trocar mais de 4 passes seguidos e o Cruzeiro começava a chegar. Téo José estava tão mal que chamou o Hernanes umas 3 vezes durante o primeiro tempo.
O Cruzeiro começa a arriscar e ameaça a meta defendida pelo mito Rogério, que pratica, pelo menos, 3 grandes defesas. Mas em uma bobeira da zaga, Diego Renan entra na area e, na cara do nosso goleiraço, faz 1x0. Eu e meu irmão ficamos xingamos meio mundo e logo depois termina o primeiro tempo.
As perspectivas para o Segundo tempo não eram das melhores. O meio-de-campo do SPFC não funcionava, o ataque inexistia, Washington não conseguia (ele consegue?) matar uma bola, Dagoberto se escondia e Arouca não se achava. Richarlyson, apesar dos erros de passes, se multiplicava para cobrir os dois laterais e ainda marcar no meio.
Corria o Segundo tempo e nada do Tricolor melhorar, e o Cruzeiro em cima, martelando a zaga do SPFC. Eu já pedia por Marlos antes do jogo, imagina ali, próximo aos 15 minutos. Até que o iluminado Rigardo Gomes resolve colocar o jovem paranaense no lugar de Hugo (inoperante e indolente). Meu irmão vai fumar e em seu segundo lance o ‘moleque’ recebe a bola de Richarlyson, avança, dribla o zagueiro e bate firme, Fábio, goleiro do Cruzeiro (e pato tricolor) aceita: 1x1.
Eu, sem poder pular, só grito. Meu irmão fica louco, joga cigarro pra cima, e um pedaço do Jd. Brasil faz batante barulho.
O tempo vai passando e o jogo vai ficando tenso, com a Raposa ameaçando e o SPFC se defendendo como pode. Até que, aos 34, meu irmão vai fumar (de novo!), Richarlyson descola um lançamento de 40 metros (meu irmão xinga), Dagoberto (até ali apagado) corre mais que todo mundo e, antes que a bola saísse, joga pro meio e Borges (que havia substituído Washington, mal) só escora pras redes. O ‘Mais Querido’ vira o jogo! Resultado incrível pra quem ainda tem aspirações ao título!
Depois do gol foi só se trancar na defesa, não corer riscos e comemorar a vitória. Na próxima rodada o SPFC encara o Avaí no Morumbi sem André Dias e Richarlyson, mas conta com as voltas de J. Wagner e Miranda.
Agora é ganhar e ganhar! E secar o Inter e Palmeiras (malditos que também ganharam nessa rodada).
Tricolor se apresenta na Baixada (Foto: Rubem Chiri - Site Oficial)
É.
Uma hora ia acontecer. E rolou onde o SPFC nunca ganhou: na maldita Arena da Baixada. Aquele estádio que dizem ser o melhor do Brasil, que tem estrutura de Europa, e toda aquela baboseira. Não sei que cazzo acontece que o São Paulo não consegue lá. Ano passado teve pra ganhar com o time reserva, mas aí o juiz erra, o atacante chuta pra fora, enfim... mais um jogo de tabu.
Deixando essas mazelas de lado, falemos do jogo. Um São Paulo FC diferente entrou em campo ontem, sem Hernanes por suspensão, o que fez a dinâmica do meio-campo mudar totalmente. Arouca pode até ter qualidade com a bola no pé, mas ontem não conseguiu imprimir o mesmo ritmo que o craque do Brasileirão passado. A bola queimava de pé em pé no tricolor, que tentava encaixar contra-ataques, sem sucesso. Washington não conseguia dominar uma bola no ataque, e quando conseguiu (uma vez, acho) tinha 3 ou 4 atleticanos em cima. Mas ainda assim o São Paulo agüentou os primeros minutos de pressão e, na metade do primeiro tempo, igualou o jogo, com algumas boas chances de abrir o placar.
No segundo tempo o Tricolor voltou igual, mas menos perigoso, talvez fosse a hora de tentar alguma coisa com Marlos (jogador de mais movimentação) mas o bravo Ricardo Gomes preferiu por Borges e Hugo nos lugares de Dagoberto (caçado) e Washington (ontem mal...). Mais algumas chances de gol foram criadas, mas o zero persistia em reluzir no placar. Rogério praticou um par de defesas difíceis e parecia que o placar permaneceria inabalável.
Eis que o velho aparece. Sim, Paulo Baier, o velho. Pode dizer que o Rogério tem a mesma idade dele, fuck off. Eu o chamo assim desde os tempos de porco e não mudarei agora. Voltando, Jorge Wagner (apagado ontem) vai sair jogando e perde a bola (já vi esse filme) para o velho, ele dribla o Richarlyson (que tava empolgadinho ontem...), carrega a bola até a frente da área e lança na direita. Richarlyson, que o estava marcando faz o que? Vai correr atrás da bola lá na direita e deixa o meio vazio, o velho se aproveita, entra nas costas do meia do SPFC (vacilo!), recebe a bola com açúcar e se antecipa ao Rogério (saiu mal mas tem crédito) pra fazer o gol único do jogo. Sim, o velho deu a vitória ao Atletiquinho de Curitiba. E na, talvez, única falha da zaga tricolor.
Mas não será essa derrota que abalará as estruturas do Maior de Todos, e domingo já tem clássico contra a porcada. Jogo bom de ganhar e mostrar pra todo mundo que o ‘Campeão Voltou!’. Ricardo Gomes tem que armar o time direitinho, pois se tem alguém que conhece esse grupo do SPFC é o Muricy. Logo, temos que jogar com inteligência e encurralar o Parmera em seu campo, mas isso é conversa pra outro texto.
Sou Marko Mello, são-paulino desde 1981, muito por influência de meu pai. Desde 86 tenho minhas primeiras lembranças futebolísticas e, pricipalmente do São Paulo Futebol Clube. São anos de amor ao grande tricolor do Morumbi, muitos de glória, alguns de raiva, mas sempre ao lado do gigante do Morumbi.
Essa breve introdução é só pra situar o porque de me atrever a escrever, em um espaço ‘público’, sobre o SPFC. Primeiro porque fui convidado pelo ilustre Andrey Hurpia, parceiro nessa empreita, e depois por me sentir à vontade para comentar, cornetar, cobrar ou exaltar o clube que amo há anos.
E aqui no blog ‘E o Tricolor?’ minhas opiniões atirarão pra todos os lados: diretoria, jogadores, comissão técnica, adversários, torcida e, especialmente, a imprensa (pouco) especializada que vive falando asneiras sobre o ‘Maior do Mundo’ por aí. Logo, cuidem-se Flávios Prados, Miltons Neves e polemistas baratos.
Tentarei também repercutir os melhores textos postados pela internet que tenham relação direta com o Tricolor, não um clipping como fazem SPnet ou SempreTricolor (sites que acompanho e gosto) mas textos diferentes como os do Nando Reis ou do Dr. Catta Preta.
Além dos tópicos supracitados colocarei por aqui histórias da minha memória são-paulina, coisas que vivi e que têm relação, de uma forma ou de outra, com o Tricolor Paulista, enfim... causos.
Espero que consiga fazer tudo isso que ‘prometi’ acima, com a assiduidade que o SPFC merece.
Jorge Wagner, após o gol da virada tricolor. (foto: divulgação VipComm)
Salve tricolores. O Tricolor deixou pra trás a maré de ‘azar’ que o acompanhava e conseguiu ganhar mais uma no campeonato. Beneficiado pela derrota do Parmera na quarta (finalmente!) o Tricolor encosta no líder e entra de vez na briga pelo campeonato. Mas entra mesmo? Falemos primeiro do jogo.
Clássico na Vila. Mas um clássico chocho, sem grandes atrativos, o Santos sem grandes pretensões no campeonato, o SPFC vindo de 3 tropeços e sem muito ânimo nem futebol pra brigar pelo título mesmo estando ali na boca da liderança. Juro que comecei a assistir o jogo sem a mínima expectativa. Mas o jogo foi muito bom. Bom em emoção, em reviravoltas, em garra, mas tecnicamente foi fraquíssimo, feio mesmo. Teve horas, sem sacanagem, que a bola não parou no chão por uns 2 minutos. Só balão, cabeceadas, não tinha um ser pra parar a bola, botar ela no chão e falar: - vamos jogar?
O jogo começou morno, com o SPFC timidamente melhor, mas, como contra o Atlético MG, tomamos um gol besta no começo do jogo. Escanteio batido por Madson, Rodrigo, o Souto, desvia a bola no primeiro pau e o menino André sobe mais que 3 marcadores (sim, três!) e faz 1x0 pro Santos. A parte boa desse gol é que o jogo ficou mais corrido, mais disputado, e pouco depois o Tricolor empata. Hernanes sofre falta, e cobra na gaveta, um baita golaço. O São Paulo é outro time quando o Hernanes joga bem.
Outro escanteio pro Santos, Madson de novo, e Rodrigo, o Souto, de novo, no primeiro pau, de novo, só que dessa vez pra dentro do gol. Falha de marcação do Washington e do André Dias. 2x1 Santos e a raiva impera no meu quarto. Como pode uma defesa dessa tomar gols tão ridículos? Enfim, voltemos ao jogo. O SPFC foi apertando o Santos e empatou de novo. Hernanes, que no lance anterior quase empatara, bate escanteio, Germano (cavalo) desvia e Washington, de canela, faz pro Tricolor. E o primeiro tempo acaba assim. Um jogo fraco, mas emocionante.
Passa o ‘Show do Intervalo’, com os gols das outras partidas, aquela balela de sempre. E começa o segundo tempo, mas aí com menos qualidade e muitos, muitos chutões. Mas dessa vez o São Paulo não se afobou, não ficou igual louco correndo atrás da bola, tropeçando nas próprias pernas, e pouco a pouco foi chegando perto da meta do Santos. Numa dessa jogadas a bola cruza a área do Santos e sobra na direita pro González, lateral de ofício que é cruza na medida pra chegada, de direita, do J. Wagner. Golaço. 3x2 pra nós. Foi o primeiro gol do jogo que vibrei de verdade em casa, sozinho. Dagoberto, lazarento, resolveu se jogar na área ao invés de passar pro Washington fazer o gol, e o SPFC perde ali a chance de matar o jogo. Tanto que alguns lances depois o cavalo do Germano, que escapou de ser expulso após entrada em J. Wagner, toca na esquerda pro Triguinho, ele faz que vai cruzar e corta González (única falha no jogo) e cruza na cabeça do Róbson, que tem um metro e meio, sozinho na área. Sozinho não é força de expressão, ele tava sozinho mesmo. Queixo no peito, bola no chão, como manda a cartilha do centro-avante. Gol do Santos. 3x3. Uma merda de resultado.
Mas um monte de coisa ainda estava guardada. Dagoberto (mal, mal) sofre falta na entrada da área, lá vai ele, o mito Rogério, pra cobrança. Um ano de jejum. É batata, só tirou da barreira. 4x3 SPFC. Agora vibrei de verdade.
Mas daí pra frente o felá do C. E. Simon resolveu aparecer. Contra-ataque santista, Jean (belo empresário tem esse, né?) chega antes de Rogério na bola e chuta pra cima, nada que fosse fazer o gol. Rogério se choca com ele, e os dois caem. Falta normal, jpa que tinha cobertura da defesa. Nosso goleirão fica uns 4 minutos no chão, machucado. Quando levanta é agraciado com um cartão vermelho do cidadão de amarelo. Ele mesmo, o novo Márcio Rezende. Disse o Rogério na saída: "Ele me persegue, a minha carreira toda foi assim", e digo mais, ele persegue o SPFC. Ficamos com 10, aí é pressão do Santos. Borges entra pra ficar com menos beicinho (pode ir embora se quiser), e Zé Luís também, pra dar mais consistência à defesa. O Santos martela, martela, mas não consegue nada (é muito ruim esse time do Santos). 4x3 pra gente. Jogo emocionante que nos coloca de novo na briga pelo título.
Mas e agora? A defesa vai parar de falhar bisonhamente todo jogo? González vai ficar na lateral após essa bela partida? Jean vai ficar no meio, dando mais força de marcação que qualquer outro que entre ali (leia-se richarlyson)? Washington vai desencantar e encher o nariz de fazer gol? O anão do Dagoberto vai passar a bola? A raça vai prevalecer ao esmorecimento? Hein Ricardo Gomes? Já me basta esse jogo de ‘ter esperança’, ‘não ter’, ‘ter, ‘não ter’...
É esperar pra ver.
Minhas esperanças tinham morrido, mas deram uma ressucitada nesse domingo. Aora é assim, viver e morrer a cada rodada.